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Você ingere a quantidade adequada de Cálcio por dia?

Segundo estudos realizados no Ambulatório de Distúrbios do Cálcio , na Faculdade de Medicina da UNESP, Campus de Botucatu, mesmo pacientes tratados contra Osteoporose a vários meses, a ingestão de Cálcio não é a recomendada pelo Conselho de Alimentos e Nutrição(IOM), da Academia Americana de Ciência (NAS), que recentemente publicou novas recomendações nutricionais para o Cálcio e demais nutrientes, nem da Portaria 33, de Janeiro de 1.998 do Ministério da Saúde.
A ingestão inadequada desse mineral pode acarretar inúmeros problemas à saúde, dentre os quais, um dos mais importantes é a Osteoporose.
A Osteoporose é uma doença praticamente sem sintomas, silenciosa, que não escolhe idade, sexo, cor nem classe social para aparecer, causa à diminuição da massa óssea e deterioração estrutural ocasionadas pela carência de cálcio, que muitas vezes só é percebida no caso de uma fratura.A Osteoporose tornou-se um problema de saúde pública, com o aumento do número de casos devido ao aumento da expectativa de vida e do sedentarismo.
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Estima-se que apenas no Reino Unido, o custo anual para combater a osteoporose via tratamento médico é de US$ 3,19 bilhões. Nos Estados Unidos, 28 milhões de pessoas apresentam a doença e fazem o tratamento, sendo que 80% são mulheres. Lá, a osteoporose causa 1,5 milhão de fraturas por ano com custo estimado de US$ 42 dólares por pessoa tratada. Outros trabalhos nos EUA mostram que 40% das mulheres negras, 72% das mulheres brancas, 23% dos homens negros e 42% dos homens brancos, todos com mais de 50 anos apresentam osteoporose.

A maioria dos casos de osteoporose é apresentada por mulheres com mais de 50 anos, quando entram no período da menopausa, em virtude de uma redução fisiológica dos níveis de estrógeno. Conseqüentemente, há uma diminuição da absorção do cálcio pelo intestino e posterior redução da deposição desse elemento nos ossos, tornando-os menos resistentes.

Estudos mais recentes mostram que mesmo com uma maior predisposição da mulher para a osteoporose após a menopausa, o índice de homens idosos com essa doença chega a 20% no Brasil. Índice esse superior ao esperado pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia no Rio de Janeiro, que realizaram o levantamento.

O enfraquecimento do fêmur nos brasileiros estudados é de 12%, mais que o dobro do valor encontrado nos norte-americanos (5%). Outros estudos,citam que aproximadamente 30% da população brasileira apresenta algum grau de osteoporose.

Os custos do tratamento no Brasil são bastante variáveis. Segundo a endocrinologista Valéria Guimarães, Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), esses valores ficam entre R$ 100,00 a R$ 2.000 por mês. O Dr. João Lindolfo Borges, especialista na área, também da SBEM, afirmou , durante o IOF World Congress on Osteoporosis, acontecido no mês de Maio/05, no Riocentro, que o consumo de leite é baixo no mundo todo. Em um estudo populacional citado por ele, em 4% dos domicílios brasileiros, a ingestão de leite é menor que um litro por ano.

Apesar da manifestação da doença começar entre os 40-50 anos, a ingestão de uma dieta saudável rica em cálcio, deve ser iniciada na infância e mantida ao longo da vida, para que seja incorporada à massa óssea uma maior quantidade de cálcio, reduzindo a necessidade de correção com o passar dos anos. Desse modo, há uma prevenção de seu aparecimento. A queda no consumo de lácteos logo após a infância ou a perda desse hábito são extremamente prejudiciais.

A osteoporose não é parte do processo normal de envelhecimento. A prevenção da osteoporose começa com um estilo de vida saudável, atividade física, uma discreta exposição ao sol, e principalmente com uma alimentação adequada e rica em cálcio ao longo de todas as etapas da vida.

O consumo de derivados lácteos é a forma mais eficiente e de melhor relação custo-benefício como precaução. Sabe-se que o cálcio presente no leite e seus derivados, apresenta uma alta biodisponibilidade e está presente em alta concentração.

Atualmente, com o avanço dos estudos, a recomendação de consumo de cálcio diário varia de 1000 mg a 1300 mg, de acordo com a faixa etária (Institute of Medicine, National Academy Press, 1997), e de 800 mg a 1000 mg / dia para estudos nacionais (800mg de cálcio = 670 ml de leite integral).

Tabela 1 -Quantidade recomendadas de ingestão diária de cálcio



* ingestão diária recomendada (IDR) , Portaria 33, Janeiro de 1.998, do Ministério da Saúde
** quantidades referenciais de Ingestão pela dieta de Cálcio (QRID), recomendadas pela Academia Americana de Ciência, EUA
*** Ingestão equivalente de leite integral para atender 100% das recomendações das QRID.

Para reverter o quadro atual da osteoporose no Brasil, é preciso que a população se informe sobre a importância de promover a saúde óssea, durante toda a vida, estimulando o consumo de leite e derivados de maneira correta e em quantidades adequadas.

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